Quando li o livro "Into The Wild" pela primeira vez, além de impressionada, fiquei, sobretudo, de tal maneira inspirada, que também eu senti vontade de me lançar a uma aventura semelhante. A história de Christopher McCandless atraiu-me pelo seu conteúdo aventureiro e pelo conceito de liberdade nela expressa, e a paixão deste jovem rapaz foi algo que me inspirou desde o inÃcio da leitura. No entanto, considero-a também como uma espécie de aviso porque, afinal de contas, McCandless não sobrevive.
Então, será McCandless um motivo de inspiração ou só mais um sonhador, no meio de tantos outros?
Gosto de pensar que era um pouco dos dois - ou melhor, muito dos dois. Quem também leu o livro ou viu o filme nota que Chris foi demasiado atraÃdo pelas páginas dos seus autores favoritos, como eu, e como muitas de nós, também somos - não há mal nenhum nisso! - e, juntamente com isso, foi danificado emocionalmente por uma famÃlia muito longe do que era, para si, considerada ideal.
Não vejo Christopher McCandless como um mártir para o anti-materialismo, nem como um "idiota inabilitado". Era, sim, de forma bastante clara, um jovem com muitos problemas e o único que nos poderia explicar realmente o porquê de não ter consultado o seu mapa, evitando assim a morte.
Contudo, vou para sempre levar a história de Chris McCandless - a.k.a. Alexander Supertramp - na minha mente, bem como no meu coração, pelo momento desolador em que Chris percebe que "happiness is only real when shared".





