We WILL talk about Fight Club

19:21:00



Hoje vou quebrar as duas regras principais do Fight Club - "we do not talk about fight club" - para expor a minha própria opinião em relação aos objetivos deste filme.

 Fight Club é tanto uma crítica como um comentário, cada vez mais atual, sobre uma sociedade de consumo, conformista e desprovida de espírito e humanidade.
É um filme que pretende exatamente desafiar a nossa mente, fazendo-nos olhar para lá do que é projetado no ecrã, sendo por isso facilmente incompreendido. Baseando-me em algumas críticas - visivelmente resultantes de uma incapacidade interpretativa - que tenho escutado em relação ao mesmo, concluo que os dois principais erros a serem cometidos nessa mesma interpretação são:

1. Considerar Fight Club como sendo apenas um filme violento - negar o seu conteúdo violento seria, claramente, insensato da minha parte, porém vai muito além de ser um filme dedicado apenas ao entretenimento ou a semear o ódio e a violência. A violência, neste contexto, remete-nos para o lado mais primitivo do Homem. Não se esqueçam que os homens que aderem ao clube de luta são vítimas desta sociedade de consumo. A única forma de se sentirem vivos novamente é ao re-aderirem aos seus instintos mais primitivos da violência.
"It's only after we've lost everything that we're free to do anything."

2. Confundir a mensagem do filme com as mensagens das personagens - isto acontece, sobretudo, com Tyler Durden, apologista da violência e da destruição. Não devemos considerar o vandalismo ou o terrorismo como uma solução, como ele o faz, e não é isso que Fight Club pretende transmitir. Pretende, sim, deixar-nos a mensagem de que um homem pode, de facto, fazer a diferença.


De certa forma, todos nós estamos a bordo de uma busca constante pelo nosso próprio clube de luta - ainda que não seja, necessariamente, no sentido literal.

You Might Also Like

0 comentários

Com tecnologia do Blogger.

Popular Posts